sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Esta oração têm uma energia excepecionalmente forte, mas deve ser dita com consciência, e total sinceridade d'alma, dispensando-se a atenção necessária a cada palavra proferida.

É excelente para ser recitada calmamente durante a meditação.

"ORAÇÃO KAHUNA DO PERDÃO

Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução, dedicarei alguns minutos para perdoar. A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me ofenderam, injuriaram, prejudicaram ou causaram dificuldades desnecessárias. Perdôo, sinceramente, quem me rejeitou, odiou, abandonou, traiu, ridicularizou, humilhou, amedrontou, iludiu.

Perdôo, especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada. Reconheço, que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter. Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.

Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer, e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. Iniciei agora, uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente: quero compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós.

Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas. Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente. Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, que me ajudaram a evoluir, do nível humano comum ao espiritualizado em que estou agora.

Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que sejam castigadas pela lei da causa e efeito, nesta vida ou em outras futuras. Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.


(Fazer uma pausa, respirar profundamente algumas vezes, para acúmulo de energia).


Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente e inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei. Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor das minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.

Sinto-me em paz com minha consciência e de cabeça erguida respiro profundamente, prendo o ar e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao Eu Superior. Ao relaxar, minhas sensações revelam, que este contato foi estabelecido.

Agora dirijo uma mensagem de fé ao meu Eu Superior, pedindo orientação, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual já estou trabalhando com dedicação e amor. Agradeço de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o meu bem e do próximo, atuando como agente catalisador do entusiasmo, prosperidade e auto realização. Tudo farei em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador, eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente, sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim.

Assim seja, assim é e assim será."

Oração extraída do site Forum Espírita (www.forumespirita.net).

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


A grande viagem do espírito: A Vida!


A vida não espera... por onde você for, o tempo não para.
O que ficou, ficou... o que passou, passou...
É a vida em movimento.
Somos viajantes eternos em suas trilhas.
Parece que somos passageiros na eternidade, mas a verdade é que somos eternos dentro do temporário. Ou seja, somos eternos no movimento da vida que segue...

Na natureza, tudo passa!
O traço característico da existência é a impermanência.
As coisas mudam...
Pessoas e situações vão e vêm em nossas vidas, entram e saem na esfera de ação do nosso viver.
A vida é assim!

Há um tempo para tudo:o amanhecer, o meio-dia e o anoitecer.
Da mesma forma que há um tempo para semear e colher; nascer, viver, partir, renascer e seguir...
Tudo passa!
O que marca é a experiência adquirida.
As culpas e as mágoas também passam!

No rio da vida, as águas do tempo curam tudo, pois diluem no eterno as coisas passageiras.
Sim, se você se permitir notar que o tempo leva tudo, e que a vida segue...
Sim, tudo passa mesmo!
As estações se sucedem no tempo certo: primavera, verão, outono e inverno.
Isso é natural!
Como é natural o espírito imperecível entrar e sair dos corpos perecíveis.
Como é natural seguir em frente, pois o tempo não pára e a vida segue...

As experiências vão, mas o aprendizado fica.
A evolução é inevitável!
Todos estão destinados à Consciência Cósmica, mesmo que não entendam isso agora.
Porém se o desentendimento é passageiro, a felicidade advinda do processo de evoluir continuamente será imperecível.
Tudo a seu tempo!
Enquanto evoluem e aprendem a arte de viver, sejam felizes...
E não se detenham, até encontrar a meta!
O que vale é o Amor!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Povo da Caverna




(Texto adaptado do livro Insight I)




“A maior de todas as ignorâncias é rejeitar uma coisa sobre a qual você nada sabe.” (H. Jackson Brown)

"Havia uma caverna subterrânea com uma única abertura para o mundo exterior. Dentro dela, seres humanos acorrentados pelas pernas e pescoços, vivendo na semi-escuridão desde a infância, presos de tal modo que não se podiam mover. Tais homens, verdadeiros prisioneiros, ficavam de costas para a abertura da caverna e só podiam olhar para frente onde havia uma parede, pois eram impedidos de virar a cabeça por causa das correntes.


A única luz que viam era proveniente de uma fogueira do lado de fora da caverna, e que projetava, para dentro, sombras de pessoas e objetos que passassem entre a fogueira e a entrada da caverna.

Assim, os prisioneiros acreditavam que as sombras que viam eram a única verdade, a realidade do seu mundo.

Em certo momento, um dos prisioneiros foi libertado das correntes e trazido para fora da caverna. No seu processo de adaptação à nova realidade, precisou acostumar-se com a claridade do fogo e a visão de um novo mundo. Viu primeiro as sombras no chão, depois os reflexos de homens e objetos na água, e então, fitou-os diretamente. Depois, vendo o céu, o sol, pôde raciocinar sobre eles. Tocou em objetos, pisou o solo e olhou para todos os lados. Descobriu fatos e coisas nunca antes imaginados, uma nova realidade.

Passando algum tempo, maravilhado com o grande processo de mudança que tinha vivido, lembrou-se dos companheiros e retornou à caverna. Era importante dar aos demais prisioneiros a oportunidade de descobrir outra realidade.

Mas sua missão não foi fácil.

Por sua dificuldade em acostumar-se novamente à semi-escuridão e em interpretar as sombras com a mesma habilidade, passou, a princípio, a ser ridicularizado pelo grupo. Os prisioneiros da caverna ainda acreditavam na sua “realidade”, e concluíram que o prisioneiro libertado voltava enxergando menos que antes, contando estranhas histórias sobre uma “realidade impossível”. Julgavam ser melhor não sair da caverna, não rejeitar as sombras tão familiares em troca de um mundo “melhor”, porém desconhecido. Apesar das dificuldades, o “iluminado” enfrentou, com paciência e determinação, sua missão, compreendendo as resistências impostas por seus companheiros e mantendo-se firme na busca pela evolução e pelo descobrimento de coisas novas para ele e seus semelhantes."


Escrita há cerca de dois mil e quinhentos anos, a parábola da caverna constitui um ótimo modelo de perseverança e vontade de melhorar. Modernamente, quando saímos de nossas “cavernas” para o mundo exterior, buscando qualidade de vida, estamos percorrendo o mesmo caminho do prisioneiro libertado. Da mesma forma, quando retornamos à caverna, para motivar nossos colegas, devemos estar preparados para enfrentar as barreiras às mudanças e os comportamentos conservadores que preferem as sombras conhecidas à nova realidade fora da caverna.

É o momento de refletir sobre seu progresso e sua missão como agente de mudança e de encorajar pessoas. Reconheça o quanto já percorreu até aqui. Apesar disso, é preciso sempre querer saber mais e, sobretudo, partilhar.


"Não há nada tão temível como a ignorância em atividade". (Johannes Von Goethe)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Criei este blog pela necessidade que sentia e sinto de ter um espaço para dar vazão ao turbilhão de emoções que inunda minha alma.

Estava pensando sobre o que escrever num primeiro post quando me deparei, por acaso (se é que existe acaso) com escritos de Caio Fernando de Abreu, autor até então, desconhecido por mim.

No entanto, ao ler o texto que segue abaixo pensei... desconhecido? Nossa! Como pode alguém me conhecer tanto assim?

Por isto, peço licença ao Sr. Caio para fazer de "A Moça" o post de abertura do meu blog.
A MOÇA



“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho e que ela já apanhou demais da vida.

(...)


A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo para tapar buracos, servindo de curativo para feridas antigas?

A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E para ela? Por quem ela espera?

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.

A moça ... levanta e segue em frente.

Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”



(Caio Fernando de Abreu)